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Prefeita Claudinha atribui atraso de pagamentos à falta de orçamento aprovado e alerta para risco de paralisação de serviços em Rodolfo Fernandes

Gestora afirma que emendas aprovadas pela Câmara travaram a execução orçamentária do município e diz que buscará solução na Justiça

A prefeita de Rodolfo Fernandes, Claudinha Cavalcante, utilizou as redes sociais para esclarecer a situação financeira enfrentada pelo município e explicar os motivos que têm impedido a realização de pagamentos a servidores, aposentados, organizações sociais e demais prestadores de serviços ligados à administração municipal.

Durante o pronunciamento, a gestora afirmou que a Prefeitura está impossibilitada de efetuar pagamentos devido à falta de autorização orçamentária para execução das despesas. Segundo ela, o problema teve origem em emendas aprovadas pela Câmara Municipal ao orçamento aprovado em 2025, que, de acordo com a prefeita, acabaram travando a execução orçamentária da gestão a partir do mês de maio deste ano de 2026.

Hoje nós nos encontramos sem orçamento. E isso está gerando muitas indagações por parte da população”, declarou.

Claudinha rebateu críticas de vereadores da oposição que, segundo ela, afirmam não ter responsabilidade sobre os atrasos. A prefeita reconheceu que os parlamentares não realizam diretamente os pagamentos dos servidores, mas argumentou que cabe ao Legislativo aprovar os instrumentos orçamentários que permitem à administração municipal executar despesas.

Quando vocês não aprovam um orçamento que vai ser gasto com a população, não estão dizendo não à prefeitura ou à gestão. Estão dizendo não ao povo”, afirmou.

Saúde e serviços essenciais podem ser afetados

A prefeita também demonstrou preocupação com os impactos da situação sobre os serviços públicos. Segundo ela, sem orçamento aprovado, a Prefeitura fica impedida legalmente de realizar pagamentos, o que pode comprometer o funcionamento de áreas consideradas essenciais.

Entre os serviços que podem sofrer prejuízos estão os atendimentos médicos no hospital municipal, especialidades médicas, consultas e serviços voltados para crianças, idosos e gestantes.

Hoje nós não podemos pagar médicos que trabalham 24 horas no hospital, não podemos pagar as especialidades que atendem nossas crianças, nossos idosos e nossas gestantes”, destacou.

Ainda de acordo com a gestora, a administração municipal segue orientação dos setores jurídico e contábil para cumprir rigorosamente a legislação.

Nenhum prefeito pode pagar servidores se não tiver orçamento. São leis que nós, como gestão, iremos cumprir”, disse.

Município deverá recorrer à Justiça

Diante da falta de aprovação do novo projeto encaminhado ao Legislativo em abril, Claudinha informou que a Prefeitura buscará uma solução judicial para tentar regularizar a situação e garantir a continuidade dos serviços públicos.

Nós iremos procurar outra alternativa que não seja a Câmara. Vamos procurar a Justiça, e a Justiça vai dizer se a gente pode ou não pagar ao nosso povo”, declarou.

A prefeita também negou acusações de suposta irresponsabilidade fiscal por parte da administração e afirmou que todas as despesas realizadas seguiram os limites e previsões legais.

Apelo à população

Ao final da mensagem, Claudinha reafirmou que a gestão está empenhada em resolver o problema e pediu compreensão da população. Ela destacou que a dificuldade enfrentada pelo município não está relacionada à falta de recursos financeiros, mas à impossibilidade legal de executar pagamentos sem a devida autorização orçamentária.

“A questão não é dinheiro. A questão é orçamento. Claudinha não aprova orçamento. Quem aprova orçamento são os vereadores. Claudinha executa”, concluiu.

O impasse entre Executivo e Legislativo segue gerando repercussão no município e deverá continuar sendo debatido nos próximos dias, enquanto a Prefeitura busca alternativas para regularizar a situação e evitar maiores prejuízos à população.

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